Sábado, Abril 18, 2009

Mashami

Decidi parar com os outros blogs enquanto não desembaraçasse o Borrocando. Como diria o Boris Casoy, isso é uma vergonha! Já vamos para dois meses de parado. Comprei tintas, papel e pincéis como forma de incentivo. Mas só fiz a foto abaixo. O material continua intocado.

Enquanto isso, vamos conhecendo esplêndidos artistas, desta vez a Agnieszka Mashami. Não consegui nenhuma informação a seu respeito na internet, fora do DeviantART. Lá, resumidamente, sabemos que é do sexo feminino e polonesa e que tem 37 Deviations, ou seja, 37 trabalhos publicados no site, todos de extrema beleza. Eis, aqui, todas as aquarelas. Maximize a página.

No DeviantART existe a opção de comprar impressões das obras a preço irrisório, nas dimensões de 32 x 24 cm, por cerca de 30 reais. Conforme a qualidade do papel, não conheço, pode-se colocar uma moldura e dar um belo presente. E ganhar por isso até um beijo na boca. Cliquem nas imagens. Em seguida teclem (Alt+left) e voltem para o blog, please. Como dizia o presidente Collor, "não me deixem só"!



Autumnal mist by ~mashami on deviantART


Winter's meadow by ~mashami on deviantART

Sábado, Fevereiro 21, 2009

Antes que cheguem as águas de março

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte
É um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
Antonio Carlos Jobim

Já está chegando março e ainda não usei minhas águas coloridas em fevereiro. A verdade é que ainda não engrenei no meu aprendizado de pintura aquarela. Para que o blog não fique parado tanto tempo vou publicar uma aquarela do mestre Milind Mulick. E ele tem um blog, eu não sabia. Aproveito para linká-lo diretamente com os leitores. Aqui.

Quinta-feira, Janeiro 15, 2009

Às compras

Na última terça-feira meu compromisso principal era almoçar com determinados amigos, os cardeais, como os denomino. Lamentei não ter levado a câmera pois visualizei cartões postais que há muito não via, começando pela estação ferroviária em Nilópolis. Há 25 anos não punha os pés em um trem e eu adoro trens. Por todos os lugares vejo estradas abandonadas e trens desativados e fico muito triste. Por isso mesmo não levo muito a sério o trem bala nem acredito nele; além do mais nossa topografia não ajuda.

Atravessando o Campo de Santana a passos lentos fui enquadrando outros objetivos, a água coruscante onde deslizavam gansos à sombra de árvores centenárias, os preguiçosos gatos esparramando-se na relva, um monumento ao longe e as pessoas sentadas nos diversos bancos esperando o tempo passar. O fotógrafo lambe-lambe já fez parte dessa paisagem, eu mesmo tenho fotos tiradas nesse parque aos quatro, cinco anos. A profissão foi extinta à medida que a tecnologia avançava. Estranhei a não-existência de pintores ao ar livre captando toda a magia do lugar.

Antigamente eu era o rei das ruas do Rio, conhecia a localização do ramo de comércio que me interessava, as lojas de materiais de construção, material eletrônico, discos, livros, papelarias, som e até coisas mais inusitadas como cortiça e afins. Eu precisava comprar rolhas e tive que me informar. Comprei duzentas. No caminho entrei numa casa de som usado e admirei um velho Pioneer funcionado perfeitamente, segundo o vendedor, e custando 520 reais.

Finalmente a Casa Cruz, já recuperada do incêndio e repleta de fregueses. Comprei duas folhas de papel medindo 0,75 x 0,55 a 8 reais a unidade; havia papel custando 40 reais a folha mas isso por enquanto não cabe no meu orçamento. Comprei ainda dois pincéis e um godê (godet) decente, para misturar os pigmentos.

Dez para o meio-dia, hora do almoço. Quinze minutos a pé. Fui pensando nos preços que um excelente aquarelista cobra por um quadro – duzentos, trezentos dólares. Há quem ache caro, a exemplo daquele marajá das Arábias que encomendou um retrato a óleo do seu galo de estimação e perguntou ao pintor pelo preço e pelo prazo. Preço: 10 mil reais; prazo: um mês. Passaram-se os dias e nada de o pintor dar início à obra. Apenas no vigésimo oitavo dia começou a pintar. No dia da entrega e do pagamento foi contestado pelo marajá. Havia cobrado por um mês de trabalho mas fez o quadro em apenas três dias.
- E os 27 dias em que fiquei, exaustivamente, estudando todos os detalhes da exótica ave?, retrucou o mestre.

Pensem bem: papéis caros, moldura, pincéis e tintas de qualidade, o tempo dispensado à aprendizagem, mais o preço de um artista renomado. Me aguardem: quem quiser que eu pinte seu gato de estimação, não vai sair barato!

Para concluir, a história de um amigo que comprou dois ou três quadros oferecidos por um pintor lá mesmo no local de trabalho. Com o passar do tempo o artista tornou-se petulante e sugeriu que ele comprasse toda a coleção.
- E observe o seguinte, meus quadros só tendem a valorizar, principalmente após meu passamento. E eu lhe prometo morrer muito em breve, arrematou, rindo gostosamente.

O almoço foi muito bom apesar da presença de apenas quatro companheiros, quando o habitual são doze, quinze. A conversa ficou mais concentrada, disseram. Muita cerveja, pouca comida, que estou de dieta. A cerveja foi tomada com moderação e ajudou na fluidez do verbo. O Nunes “esqueceu” um compromisso e se apresentou como uma pessoa desprovida de quaisquer problemas, pelo menos naquele momento. E eu me sentia muito leve, descansado e também não vislumbrava qualquer perturbação no horizonte; e não era por causa da loira gelada.

Aprendendo a borrocar, em 11 jan 2009
(Cliquem na imagem para ver os detalhes)

Posted by Picasa

Segunda-feira, Janeiro 05, 2009

Pinceladas de um principiante

Conforme falei no post anterior, estou há mais de vinte anos sem aquarelar. Vou recomeçar do zero. Tenho que assumir determinadas posições, sendo a principal não utilizar papel de qualidade inferior, nem para aprender a dar pinceladas básicas. Esses papéis servirão apenas para rascunhos a lápis.

Eis o que acontece com um papel ruim: ele fica enxarcado e o efeito de se retirar tinta para clarear áreas não funciona. Esse foi meu péssimo recomeço. Pode-se clicar nas imagens para ampliar e ter uma visão mais detalhada.

O papel que usei a seguir era 1% menos ruim que o anterior. Já melhorou alguma coisa. Consegui retirar um pouco de coloração em baixo, na área de sombra, mas o papel ainda está pesado.

Finalmente chegamos a um papel definitivo, falta apenas a dedicação do aquarelista.

Domingo, Dezembro 28, 2008

Desenvolvendo as aptidões

Hoje vim espanar os móveis, tirar um pouco da poeira acumulada em dois meses e meio, que é o tempo que esta casa esteve fechada. Mas eu vou reaprender a andar. 

Minhas últimas tentativas de aquarelar datam de 1984. Ainda tenho tintas (algumas ressecadas) e papéis de boa qualidade (alguns amarelecidos) adquiridos nessa data e quase não usados por medo. Sou um medroso, o pior defeito que pode acometer um pintor principiante, medo de estragar os materiais mais custosos.

Em novembro fiz uma anotação a que dei o título de Desenvolvendo as aptidões e que continha o link da página DRAWSPACE.COM, para publicar. Vamos retomar as atividades fazendo essa publicação. São lições de desenho para principiantes, intermediários e avançados apresentadas por Brenda Hoddinott. É necessário fazer um registro para acessar as lições em PDF. 

Clique aqui para visitar. Como se diz, é imperdível. Mesmo.

Quarta-feira, Outubro 15, 2008

Abdul Salim, um artista indiano

No Orkut as comunidades de aquarela são dominadas pelos indianos. Lembro que, quando me cadastrei, via por lá muitos Johns e Marys e os tópicos versavam muito sobre técnicas e materiais - pincéis, papéis, essas coisas. Mas agora o pedaço pertence aos indianos. Eles chegam e escrevem: "Please check my artwork and comment...", "Hey check out my work", "Do rate my paintings".

E as pessoas respondem: "They are beautiful!! amazing! :)",
"oooooo !!!!
they r fantastic.
...it was luking so natural.
...i really love it......keep it up!!",
" tooo good!!
all the paintings r really superb!!!
keep doing dude!!!!"

Assim, conheci o trabalho de vários indianos, entre eles Abdul Salim. Tive o cuidado de pedir-lhe permissão para publicar seu trabalho aqui no blog. Ele gentilmente respondeu: "ok... do it sir. /rgrds"
Rgrds é o miguxês para regards, assim como quase ninguém escreve you are, mas simplesmente you r.

Vamos ao seu trabalho. A aquarela é uma midia sem muita definição. No geral a imagem é sugerida em pinceladas transparentes e aparentemente descuidadas. O resultado depende da qualidade do artista. A aquarela abaixo bem poderia passar por uma foto.
Clique nas imagens para ampliar


Após a chuva - aquarela sobre papel


Fishing - aquarela sobre papel

A técnica da aquarela não prioriza o pigmento branco. Essa cor é a própria cor do papel. No entanto, na paisagem acima, tenho dúvidas se não houve um retoquezinho daquela bisnaga branca que faz parte de toda caixa do aquarelista. Vou perguntar ao Abdul. A paisagem é incrivelmente bela e difícil de retratar, desde as nuances do branco até o detalhe de sombra e luz nas ondas que circundam o barco.

Abdul Salim é um artista completo e expressa sua arte através de diversas midias explorando, inclusive, as ferramentas de computação, como o Adobe Illustrator.
Você, que é apaixonado por pintura, não deixe de visitar sua galeria no Flickr. Clique aqui e dê um colírio aos olhos tão maltratados por essa vida atribulada e pela poeira do difícil caminho.

Domingo, Setembro 07, 2008

O aquarelista Turner


Até o próximo dia 21 de setembro está se realizando no The Metropolitan Museum of Art uma exposição de pinturas do inglês Joseph Mallord William TURNER (1775-1851). A maioria dos trabalhos está centrada em óleo sobre tela. Diz-se que a pintura a óleo era a base principal dos pintores laureados porém muitos deles eram excelentes aquarelistas. A aquarela era usada como estudo para a obra final. Isso não impediu que o trabalho em aquarela fosse o quadro final e acabado. Isso aconteceu muitas vezes com o mestre Turner. E é o que mostramos aqui.
Como sei que nem todos se interessarão em ver todos os quadros exibidos estou publicando aqui dois magníficos trabalhos a óleo. Reparem na diferença de dimensões entre os quadros a óleo e as aquarelas.
Cliquem aqui para ver os quadros, em seguida Enter here, J.M.W. Turner, View images from this exhibition, na primeira imagem e em next ou em qualquer imagem isoladamente. Podemos ampliar as imagens clicando nelas.
Vamos aos maravilhosos Turner.

Dartmouth Cove, with Sailor's Wedding
Watercolor on paper (28x40 cm)

Ulysses Deriding Polyphemus - Homer's Odyssey
Óleo sobre tela (132,5x203 cm)

The Shipwreck
Óleo sobre tela (170,5x241,5 cm)

Segunda-feira, Junho 30, 2008

Figure Painting in Watercolor

Standing Figure in Sunlight

Há um mês parado, não é possível!
Vamos movimentar o Borrocando publicando uma aquarela do mestre Charles Reid; e também contarei uma história relacionada.
Conheci esse pintor por intermédio de um amigo que amava a aquarela, o violoncelo e o violão. Ele me mostrou um livro do Charles Reid e me contou como o adquirira. A livraria não possuía a obra em estoque, eu teria que encomendar. O preço em dolar era $22,50. Eu dei uma parte em nossa moeda, que nem lembro mais qual era; se cruzeiro, cruzado, cruzeiro novo ou real. E fiquei aguardando o aviso.

Dali a quase dois meses me comunicaram que o livro havia chegado. Fui lá pegar. O funcionário da loja anotou o preço total, converteu para o dolar de livro do dia, diminuiu o valor que eu tinha adiantado em nossa moeda e me apresentou a conta.
Eu lhe disse: a conta não é essa. Converta o valor que lhe dei para o dolar da data do adiantamento. Subtraia do total em dolar. A diferença, convertida para a nossa moeda, é o que falta pagar.

A diferença do que ele queria me cobrar e o que me era devido pagar ainda me permitiu tomar um cafezinho na esquina...

Segunda-feira, Maio 26, 2008

Salão Carioca de Humor 2008

Nesta última terça-feira foram divulgados os trabalhos vencedores do Salão Carioca de Humor divididos em quatro categorias: charge, caricatura, cartum e quadrinhos.
O primeiro lugar de charge ficou com Mineu, de Salvador e é o trabalho que publicamos aqui.

Os trabalhos vencedores e outros selecionados pelo júri vão ficar em exposição na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema, no Rio de Janeiro. A mostra abre no dia 2 de junho e vai até 31 de julho.

Leia mais no Blog dos Quadrinhos.

Sábado, Maio 24, 2008

Retomando as atividades do blog

Quase todos os meus desenhos já foram publicados aqui neste blog ou no Seu Lalo ou no Lugar do Real, do Simbólico e do Imaginário. Então terei que voltar a produzir para conseguir material. Para hoje achei o estudo abaixo, copiado de um dos meus livros de desenho, com um traço que até me agradou. Clique no desenho para ampliar.

Estudo a lápis
20/07/59
 
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